Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexões. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O principezinho



Na unidade curricular analisamos um excerto da obra "O principezinho" de Antoine Saint-Exupéry, em torno da temática "Cativar".

De facto o ser humano não consegue estar sozinho. Enquanto espécie, somos seres e indivíduos biopsicossocioeducativoculturais. Esta expressão remete-nos para o facto de que possuimos um corpo, uma personalidade e vivemos em grupos sociais, sendo estes factores cruciais para a sobrevivência, sendo ainda seres produtores de cultura. Esta cultura passa-se através da educação.

Isto traduz o anima Educandum porque nos auto-educamos, hetero-educamos e inter-educamos.

De facto, precisamos de ter sempre alguém próximo de nós mesmo que seja no "imaginário", descobrindo assim estratégias para que a relação com o outro seja fácil, onde o cativar deve ser uma constante.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Projecto de animação sociocultural num Centro de Dia para a Terceira Idade - Casos Práticos (SERRANO, 2008)

No âmbito da unidade curricular e dos seus conteúdos, abordamos essencialmente a temática: Elaboração de projectos. Assim, procedemos à análise de alguns projectos disponibilizados no livro Elaboração de Projectos Sociais, de Glória Pérez Serrano.

Um dos projectos que o mesmo continha é o "Projecto de Animação Sociocultural num Centro de Dia para a Terceira Idade" que como vimos, tem por objectivo principal o da transformação da própria realidade dos mesmos, através do melhoramento das suas actividades, devendo estas assim ser mais dinâmicas, em função das suas limitações físicas, psíquicas ou sociais, assim como também contribuir para uma transformação do próprio conceito que a sociedade atribui aos centros de dia.

Este projecto de facto foi delineado tendo em conta todas as fases cruciais para a elaboração de um projecto social, e das quais já estudadas, sendo que inicialmente, numa fase de diagnóstico, este apontou para a deteriorização intelectual e existência de sintomatologia depressiva nos seus pacientes, motivo pelo qual move toda a acção planificada, de modo a organizar experiências, reforçar a auto-estima e fomentar as relações sociais, uma vez que se verificaram nos mesmos posturas muito individualistas.

Deste modo, a metodologia utilizada foi basicamente qualitativa e didáctica, utilizando portanto como suas actividades, o debate face a temas expostos, actividades formativo-educativas, como a leitura de artigos e o comentário face aos mesmos em grupo, actividades artísticas, actividades corporais e actividades que abrem o centro a toda a Comunidade, e também di´^amicas de grupo.

Para tal, e tendo em conta as fases do projecto, de facto é necessário termos técnicas e instrumentos de avaliação do que nos propusemos, para verificar essencialmente a adequabilidade, pertinência e eficácia do mesmo, sendo portanto utilizadas as entrevistas, testes, observação nao participativa, registos, técnicas d emotivação,procedendo-se assim a análises qualitativas dos dados recolhidos.

Tendo em conta o que se planificou, e tendo em conta o diagnóstico elaborado e o grupo alvo, penso que as mesmas estavam adequadas ao grupo-alvo e bem estruturadas e pertinentes para o intuito que se pretendia, facto que se comprovou de acordo com o autor, pela execução do projecto, tendo sido também demonstradas significativas alterações nos idosos bem como a sua forma de estar e pensar. Isto, através de uma maior participação do idoso, do seu desenvolvimento pessoal e do aumento das relações sociais, um papel mais activo, quebra de monotonia nas suas vidas, mostrando-se os mesmos mais satisfeitos e alegres, aproveitando o seu dia de maneira diferente.

Contudo, uma vez que um dos objectivos deste projecto era alterar a forma de pensar da sociedade face aos Centros de Dia, assim como lhes conferir uma certa participação e acesso ao mesmo, era fundamental que estes resultados tivessem sido divulgados para a própria comunidade.


SERRANO, Glória Pérez, Elaboração de projectos sociais. Casos Práticos, Porto, Porto Editora, 2008

Fases do Projecto numa perspectiva operativa

1. Fase de diagnóstico de Necessidades
2. Identificação de Objectivos
3. Especificação de Actividades
4. Tempo de Execução
5. Recursos disponíveis a utilizar
6. A operatividade comporta Programar uma acção:


7. A perspectiva operativa permite descobrir de forma clara, precisa e ordenada o caminho a seguir para resolver o problema
8. Podemos reflectir os elementos do projecto no esquema que se apresenta:


Bibliografia:
SERRANO, Glória, Pedagogia Social, Educação Social, Madrid, Narcea Editores, 2003

quinta-feira, 9 de junho de 2011

10 fases do Trabalho de Projecto

Tendo em conta o pressuposto de Milice Ribeiro dos Santos, podemos verificar que o Trabalho de Projecto, para se desenvolver de forma pertinente e eficaz, terá de se desenvolver basicamente nas seguintes fases:


1- Identificação do Problema

2- Identificação e escultura dos problemas parcelares

3- Constituição dos grupos de trabalho

4- Planificação do Trabalho

5- Trabalho de Campo

6- Dinâmica de teorização e pesquisa no terreno

7- Produção de registos e apresentação do grande grupo

8- Critica avaliativa dos trabalhos de grupo

9- Globalização

10- Avaliação do Trabalho de Projecto


Como podemos verifica, todo o desenvolvimento de Trabalho de Projecto é feito faseadamente, atendendo ao problema e necessidade de cada uma das fases, e implica pois um trabalho de pesquisa, tempos de planificação e uma intervenção com finalidade de responder a problemas.

Deste modo, mantém-se uma constante interacção entre a teoria e a prática, sendo ambas fundamentais em todo este processo.

Sendo centrado portanto num estudo de problemas, procura atingior as suas finalidades (dar soluções a problemas), através de uma reflexão sistematizadora, na teorização, na organização de dados encontrados e na estriuturação da produção.


Deste modo, o Trabalho de projecto é fulcral na prática dos educadores socioprofissionais, uma vez que potenciam competencias sociais tais como a comunicação, o trabalho em equipa, a gestão de conflitos, a tomada de decisão e a avaliação de processos na sua intervenção; Liga a teoria à prática também através da interdisciplinaridade; para o desenvolvimento de diversas capacidades, e ainda para aprender a resolver problemas partindo das situações e dos recursos existentes;

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Organização do Sistema Educativo Português

O Sistema Educativo Português é um conjunto de meios pelo qual se concretiza o direito à educação orientada para favorecer o desenvolvimento global da personalidade, o progresso social e a democratização da sociedade. Todos os portugueses têm direito à educação e à cultura e o respeito pelo princípio da liberdade de aprender e de ensinar; Responde às necessidades resultantes da realidade social incentivando à formação de cidadãos livres, responsáveis, autónomos e solidários, valorizando a dimensão humana do trabalho.


(Clique nas imagens para uma melhor visualização)


Organização do sistema educativo - Niveís de educação e/ou ensino







Organização do Sistema Educativo tendo em conta a sua Natureza Pedagógica






Organização do Sistema Educativo tendo em conta a sua Natureza Jurídica





Organização do Sistema Educativo - Ministérios que tutelam a educação e o ensino em Portugal




Para podermos aprofundar o que está demonstrado aqui através destes organigramas, podemos consultar a Lei de Bases do Sistema Educativo - Lei nº46/86 de 14 de Outubro, disponibilizada pela DGES em
http://www.dges.mctes.pt/NR/rdonlyres/AE6762DF-1DBF-40C0-B194-E3FAA9516D79/1766/Lei46_86.pdf

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A comunicação e o educador socioprofissional

A educação social é uma função recente, que surge devido a flagelos da sociedade, pelo qual se sentiu necessidade de um profissional que actuasse em função da melhoria da qualidade de vida dos indivíduos quer individual quer colectiva, com o objectivo de os integrar na sociedade, ou seja, no seu meio social, apelando para o exercício da cidadania em conformidade com os padrões sociais existentes, e reorientando ou reeducando os indivíduos para a sua identidade e dignidade pessoais, através de projectos de intervenção. Assim, este profissional actua como mediador e actor social na sociedade, de forma cuidada e de modo a melhorá-la, visto que trabalha com situações de risco (CARVALHO, 2004).
De facto, visto que trabalham casos particulares, é necessário ter um especial cuidado na forma como se aborda o outro, daí serem importantes todos os aspectos do processo de comunicação (ver conceito comunicação), para assegurar qualidade neste processo e para que o outro se sinta predisposto a receber aquilo que temos para lhe transmitir.
A comunicação interpessoal é muito importante essencialmente para o trabalho destes profissionais, mas também para todos os outros, visto que requerem relações humanas.
Mas, só falamos em comunicação quando o outro recebe, ou seja, o que nos é dado através do feedback, num sentido de retorno da mensagem de alguma maneira, para sabermos se estamos a agir ou mesmo transmitir o que pretendemos de forma correcta.
Para isso, é ainda muito importante dominarmos fluxos comunicativos, pois por baixo de um processo de comunicação, está sempre alguma intencionalidade, e um objectivo de modificar o comportamento do outro, o que no caso do educador social/socioprofissional é a integração do indivíduo na sua sociedade.

Assim, na minha opinião todos os profissionais devem ter conhecimentos e especializar-se na área da comunicação, visto que em âmbitos de trabalho é muito importante exercer-se a empatia com o outro de forma natural, bem como estratégias de comunicação, desenvolvendo contactos e relacionamentos.
Para tal, há algumas competências que o emissor, neste caso o educador socioprofissional deve ter como adquiridas, como por exemplo o tempo de espera e a adaptação num processo de comunicação, bem como outros aspectos já referenciados. Tanto no processo de comunicação como a nível profissional não devemos fazer juízos de valor embora estejam no nosso reportório individual, pois poderá comprometer o nosso trabalho e interferir neste processo de comunicação.
CARVALHO, Adalberto Dias, BAPTISTA, Isabel, Educação social – fundamentos e estratégias, Porto, Porto Editora, 2004

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pirâmide de Maslow

Maslow cita o comportamento motivacional, que é explicado pelas necessidades humanas. Entende-se que a motivação é o resultado dos estímulos que agem com força sobre os indivíduos, levando-os a ação.
Esta pirâmide traduz a sua teoria, remetendo as necessidades humanas de forma hierárquica. Estão assim dispostos pelo grau de urgência, o que nos demonstra portanto, que o homem só se começa a preocupar com algumas questões da sua vida, quando tem asseguradas principalmente as necessidades fisiológicas, pois são estas que de certa forma asseguram a sua sobrevivência. Tanto estas como as necessidades de segurança traduzem-se em necessidades primárias. Após estas estarem assegurandas, o ser humano tem posteriores motivações , sendo assim denominadas de necessidades secundárias, sendo elas as restantes (sociais/amor, estima (ego) e de auto-realização). Hierarquizando assim as necessidades humanas por Maslow, pretende-se uma maior compreensão das motivações das pessoas. Contudo, o topo desta pirâmide não está ao alcance de todos. Os comportamentos seguem determinados estímulos, e cada indivíduo tem as suas motivações/necessidades por isso, o nível de auto-realização nao está ao mesmo nível para todos, pois cada um assume as suas próprias expectativas e objectivos.